QUEM TEM MEDO DA
DEMOCRACIA?
SUELY
BRAGA
Osório,
20/03/2014.
As páginas da história de nosso país são
manchadas por longos perídos de ditaduras civis e militares. O Brasil como os
demais países da América Latina passou a maioria dos anos governados por ditadores.
Apenas em alguns curtos espaços de tempo vivemos uma débil democracia. A
sociedade brasileira traz nas entranhas de seu ventre uma cultura de
autoritarismo, machismo, opressão e pendores ditatoriais.
Após cinquenta anos de uma cruel ditadura
vivemos uma jovem democracia ainda marcada por resquícios de uma estrutura
vinda da ditadura anterior.
Quem tem medo da democracia?
Tem medo da democracia plena as “viúvas da ditadura”.
Políticos que transitaram pelos escuros porões da ditadura militar comunados
com os ditadores que sustentaram este regime de goveno. Tem medo da democracia
os meios de comunicação que ajudaram a manter a ditadura. Os partidos políticos
que trazem em suas siglas um “D” de mocráticos ou um “P” de progressitas e na
sua prática política tentam calar a voz do povo, sufocando a participação popular.
Tem medo da democracia governantes prepotentes, que apesar de serem eleitos
pelo povo querem governar com o tacão do autoritarismo, sem diálogo, sem ouvir
os anseios da sociedade. Os políticos que usam e abusam do povo, de quatro em quatro
anos para se reelegerem, temendo a perda de seus “currais” eleitorais.
Tem medo da democracia as elites
conservadoras
que
mantém o poder econômico em suas mãos e não querem perder seus privilégios. Os
empedernidos, os bisonhos, os tacanhos formam um exército de críticos às
práticas democráticas.
Por que projetos importantes para o reforço da
democracia como: a reforma política, a reforma agrária, a constituinte, o marco
regulatório da internet não passam no Congresso e ficam engavetados sem serem aprovados.
O Congresso é formado por bancadas: a bancada ruralista, a bancada dos donos
dos meios de comunicação que defendem o monopólio dos mesmos. Cada bancada
defende seus interesses e não os interesses da sociedade.
A construção da cidadania e a organização
da sociedade formam a consciência crítica e homens livres capazes de dirigirem
seu próprio destino. Isto constitui uma ameaça à hegemonia das elites que detém
o poderio econômico e que há tristes e longos anos governaram o país. Para
estes é preciso que as consciências sejam amordaçadas, as vozes sejam caladas e
a participação popular banida da face do Estado e do páis.
“Todo poder emana do povo” é letra morta
da Constiuição. Se for colocada em prática torna-se perigosa e faz tremer os
amantes do autoritarismo.
,
Nenhum comentário:
Postar um comentário