sexta-feira, 14 de setembro de 2012



      CENTENÁRIO DE JORGE AMADO O ESCRITOR QUE MELHOR ESCERVEU O PAÍS.
                         SUELY BRAGA

                                                                              Jorge Amado nasceu em
em 12 de agosto de 1912 em Itabuna, na Bahia, escreveu quase 40 livros com o olhar  aguçado sobre os costumes e a cultura popular do pais.Morreu em 2001.
     A fazenda de cacau em que nasceu,  os terreiros de candomblé, a mistura de crenças religiosas, a pobreza nas ruas de Salvador, a miscigenação, o racismo velado da sociedade brasileira são alguns dos elementos que compõem sua obra, caracterizada por “uma profunda identificação com o povo brasileiro” diz Eduardo Assis Duarte.
 “Ele “tinha o compromissos de ser uma espécie de narrador do Brasil, alguém que quer passar” o país a limpo” diz o pesquisador, professor de Teoria da Literatura ,na Universidade Federal de Minhas Gerais.
    O baiano destacou a herança africana e a mistura que compõe a sociedade brasileira como valores positivos do país.
 “Ele foi um escritor popular em um país onde não se le muito e não tem”.
uma tradição  de leitura, apesar de ter grandes escritores” diz Milton Hatoum .Para ele o universo ficcional rico em tramas e personagens de Amado parece dar conta de toda a pirâmide social do Brasil, da elite política e econômica aos mais desvalidos..
    “O mundo que ele criou é cheio de personagens muito vivos, coloridos”,
com uma sensualidade que não é exótica.”
     Amado “gostava de se definir “como um” contador de causos”. Mais do que explorava novas linguagens literárias, seu objetivo era conquistar leitores e alcançar a massa, diz Assis Duarte.
   Sua linguagem era coloquial, simples, como a linguagem falada, sua forma de contar  histórias era folhetinesca, com muitos personagens, ápices, acontecimentos.Isso ajuda a explicar a rejeição da crítica acadêmica durante muitos anos.Também ajuda a entender as prolíficas adaptações da sua obra para filmes, novelas, peças e séries da TV.
      Ele adotava uma postura crítica dos problemas sociais do país e ao mesmo tempo retratava “um povo alegre, trabalhador que não desiste.”
“Para os críticos ele faz uma idealização do povo.”
“Amado leva para o centro de suas histórias heróis improváveis para seus tempos - um negro, uma prostituta, um faxineiro, meninos de rua, mulheres protagonistas”. Ele traz o homem do povo para o centro do livro. Coloca-o como herói de suas histórias  e ganha o homem do povo como leitor.”: diz Assis Duarte.
     Tanto a vida como a obra de Amado foi marcada por sua militância política no comunismo.
    A intimidade com que expôs seus traços, costumes e contradições da cultura brasileira foram um dos fatores por traz da popularidade de que Amado desfrutou em vida.
   Amado é um dos escritores brasileiros mais conhecidos internacionalmente, com obras publicadas em 49 línguas e 55 países.
    Durante os cinco anos passados no exílio com a esposa Zélia Gattai, na França e na antiga Tcheco - Eslováquia ele viajou e ampliou seu círculo de amizades - conheceu Pablo Picasso, Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir.
    Jorge Amado deixou várias frases, entre elas:
QUANDO ESCREVI MEU PRIMEIRO LIVRO NÃO FOI PARA FICAR FAMOS0 ,MAS PARA EXPRESSAR O QUE SENTIA.”

“NÃO TENHO ILUSÃO SOBRE A IMPORTÂNCIA DA MINHA OBRA, MAS SE NELA EXISTE ALGUMA VIRTUDE, É ESSA FIDELIDADE AO POVO BRASILEIRO.”
  O centenário de Jorge Amado motivou uma série de seminários e eventos comemorativos em cidades como Salvador, Ilhéus, Londres, Madri, Lisboa, Salamanca e Paris.
    Países como: Romênia, Alemanha, Espanha, Bulgária, Sérvia, China, Estados Unidos e Rússia são alguns que firmaram contratos recentes para lançar seus livros,diz Nogueira.


          (Fonte de pesquisa internet - Jornal BBC Brasil)

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